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Laudelindas Indicam: Os Amantes do Café Flore (França, 2006)

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Por Priscila Figueiredo           O filme “Os Amantes do Café Flore” percorre um período da vida da Simone de Beauvoir, focando na sua vida familiar, na sua trajetória como escritora e professora e, acima de tudo, no seu relacionamento com Jean Paul Satre.             Simone era uma escritora e filósofa francesa. Mas pouco significa definir uma pessoa pelo seu ofício ou origem de nascimento. Tão pouco dizer que ela era uma mulher, esclarece sobre sua complexidade. Ela mesma em “O Segundo Sexo” explora essa questão essencial: O que significa ser mulher? Esse trabalho, dentre outros da autora, revolucionou a compreensão do lugar da mulher na nossa sociedade. É um livro transformador. Ela - uma autora fundamental e inspiradora.             Ao focar no relacionamento de Simone de Beauvoir e Jean Paul Satre, o filme retrata temáticas como liberdade, am...

Laudelindas Indicam: Filme Mad Max - Estrada da Fúria

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Hoje temos início a uma coluna semanal chamada "Laudelindas Indicam". Toda quinta-feira você vai encontrar dicas de filmes, livros, artigos e o que mais houver de interessante, sempre pensando no nosso processo de empoderamento e desconstrução de opressões. Venha com a gente e se liga nessas dicas, depois a gente quer saber a sua opinião sobre o material indicado!  Leia agora a resenha do filme "Mad Max", indicação da Luana Nascif e Nayala Amorim. EXISTE FEMINISMO EM “MAD MAX: ESTRADA DA FÚRIA”? [Contem spoiler] Esperei ansiosamente para assistir este filme, e quando isso aconteceu confesso que alguns detalhes me deixaram muito intrigada, outros, bem animada, eu até me emocionei em uma cena. Pois bem, vamos começar.  O longa-metragem se passa em um período onde toda uma população vive sob os mandos e desmandos de um regime ditatorial, onde os filhos da terra se tornam homens da guerra. Toda a população composta por homens e mulheres vive em total misé...

Quando eu sou assediada?

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Desabafo em segredo

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Texto publicado pela página Segredos UESC, enviado anonimamente. Não sabemos a sua autoria, mas consideramos um bom texto a ser compartilhado. Você pode ver o original  AQUI . "Quando eu era novinha achava que garota que deixava passar a mão era puta. Deixei um garoto passar a mão em mim e não vi que eu não era puta. Depois ac hava que mulher que ficava com vários, era puta. Fiquei com um monte e não virei puta. Achava que quem dava pra muitos era puta. Dei, dei e dei, não virei puta. Achava que mulher que dava no primeiro encontro era puta. Dei no primeiro encontro e não virei puta. Ai resolvi seguir a regrinha e não dar no primeiro encontro. Não teve segundo encontro, to querendo dar pra ele até hoje. Hoje ele é meu amigo, quero dar e não falo, porque ainda sou um pouco machista e acho que mulher que chega em homem é puta. Achava que mulher que gostava de dar o cu era puta. dei o cú e não era puta. Achava que mulher gostava de cantada de pedreiro. Passei em...

Nota de repúdio: Assédio sexual e verbal no transporte público

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Por Débora Bomfim Nós, do Diretório Central das e dos Estudantes Livre Carlos Marighella e Coletivo Feminista Laudelina de Campos Melo, viemos a público manifestar nosso repúdio ao fato de violência que uma estudante da univ ersidade sofreu na sexta-feira (28/08/15) dentro de um ônibus da linha Itabuna/Salobrinho. O agressor (sim isso mesmo, pois ele agrediu uma mulher, foi uma agressão verbal, pois ao proferir xingamentos a estudante e fazer gestos obscenos para a mesma. Isso caracteriza uma VIOLÊNCIA) é um estudante da mesma universidade. Insatisfeito por aparecer em uma gravação de vídeo sobre a “festinha do último ônibus” (outros estudantes estavam filmando, mas ele apenas dirigiu sua revolta a garota, por que será?) ele expôs a mesma, com gestos obscenos e palavras de baixo calão humilhando-a e oprimindo com a intenção de reduzi-la a nada, fazendo a vitima se sentir culpada, com vergonha e acanhada. A estudante que até então não havia reagido, ao ser chamada por uma amiga e ...

Do “psiu” ao assédio virtual

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Por Clara Serra, Luara Silva e Valéria Martins "Ê delicia!" “Psiu, gatinha.” “E aí, princesa” “Ei, linda” podem parecer frases inofensivas, que você usaria para falar com uma amiga qualquer, certo? Mudemos um pouco o contexto... Uma moça está indo para casa tarde da noite depois de um exaustivo dia de trabalho, passa por uma rua que todos precisam passar para se dirigir a um determinado bairro e então ela escuta: “E aí, princesa?”. Vocês devem estar se questionando, mas o que tem demais? Isso é abuso? Isso pode ser considerado assédio? Pode até não parecer nada demais, quando você nunca esteve em uma situação dessas, e me atrevo a dizer que se você nunca se encontrou numa situação dessas, provavelmente você é homem, afinal, mais da metade das mulheres já passaram pela situação descrita acima, ou semelhante, mas que da mesma forma a constrange e intimida. No entanto, ao contrário da situação hipotética acima narrada, muitas mulheres não precisam apenas esta...

Do “psiu” ao assédio virtual

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Por Clara Serra, Luara Silva e Valéria Martins "Ê delicia!" “Psiu, gatinha.” “E aí, princesa” “Ei, linda” podem parecer frases inofensivas, que você usaria para falar com uma amiga qualquer, certo? Mudemos um pouco o contexto... Uma moça está indo para casa tarde da noite depois de um exaustivo dia de trabalho, passa por uma rua que todos precisam passar para se dirigir a um determinado bairro e então ela escuta: “E aí, princesa?”. Vocês devem estar se questionando, mas o que tem demais? Isso é abuso? Isso pode ser considerado assédio? Pode até não parecer nada demais, quando você nunca esteve em uma situação dessas, e me atrevo a dizer que se você nunca se encontrou numa situação dessas, provavelmente você é homem, afinal, mais da metade das mulheres já passaram pela situação descrita acima, ou semelhante, mas que da mesma forma a constrange e intimida. No entanto, ao contrário da situação hipotética acima narrada, muitas mulheres não precisam apenas estar...

E se terceirizar, como ficam as mulheres?

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Por Noêmia Fernanda e Valéria Martins Diversas manifestações da classe trabalhadora têm ocorrido, em nosso país, contra o PL 4330, de autoria do empresário e ex-deputado Sandro Mabel. É um projeto de lei sobre terceirização do trabalho. 1- MAS O QUE É TERCEIRIZAÇÃO? É quando uma empresa deixa de realizar uma ou mais atividades através de empregados DIRETAMENTE contratados, transferindo-as para outra empresa. Como acontece, muitas vezes, com vigilantes e serviços de limpeza.  

Movimento Mexeu com uma, Mexeu com Todas!

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Mais uma reunião realizada com sucesso do movimento Mexeu com uma, Mexeu com Todas! Na sede da OAB em Itabuna. O movimento surgiu para cobrar resposta do Estado frente ao acontecido com a companheira Luana Rosário. O que buscamos e queremos é justiça não apenas para o caso da companheira, como mais representatividade e segurança para todas as mulheres vitimas de abuso. Neste momento temos em Luana um exemplo pois não se calou e juntou todas essas mulheres e movimentos para lutar por uma causa comum: é pela vida das mulheres! Laudelina, presente! ‪ #‎ MexeucomUmaMexeucomTodas‬ Há braços feministas de Luta.

Nota de apoio ao movimento "Mexeu com uma, Mexeu com todas!"

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Ser mulher continua perigoso. É sabido que a violência sempre existiu e que outrora se dava dentro da esfera familiar, afinal, às mulheres não cabia outro lugar, senão a sua casa e seus afazeres domésticos, como cuidar dos filhos, estar na cozinha para cozinhar para seu marido, na sala apenas para receber os amigos do seu marido, e no quarto para lhe satisfazer as vontades sexuais. A casa era o local das mais violentas barbáries que essa mulher, posse de um homem, sentia, ouvia e sofria. Se por um lado nos dias atuais temos conquistado mais espaços no mundo, percebemos que esse mesmo mundo ainda não nos aceita. Tudo criado e mantido nele vieram e veem de mãos masculinas: nossas leis, nossos costumes, nosso modo de nos relacionarmos com o próprio mundo e com a natureza. Tudo isso impede nossa (con)vivência em sociedade. Nesse mundo onde lutamos e conquistamos pequenos espaços, nossa voz e representatividade continua sendo ínfima.
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Programação - II SEMU

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O SEMU II está chegando. Inscreva-se!!!

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A voz dos meus cabelos cacheados: uma questão de representatividade.

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Por Valéria Martins Esse texto é uma tentativa de resumo da ultima reunião do Coletivo Feminista Laudelina de Campos Melo onde discutiu-se o texto “Alisando o nosso cabelo” da bell hooks. Porém, este também é um desabafo que há tempos deveria ter sido feito. bell hooks é pseudônimo de Gloria Jean Watkins, uma escritora feminista que estuda raça, classe e gênero, buscando nessa tríade os fatores que auxiliam na manutenção do sistema de dominação e opressão. Hooks começa o texto lembrando-se da época de meninice e nos apresenta uma cena domestica, e para alguns familiar, onde as mulheres se reuniam para fazer a comida e alisar o cabelo. A autora afirma que contava os dias em que poderia se juntar as outras mulheres para que também pudesse alisar o cabelo com o pente quente e que para ela, aquele momento era visto como um rito de passagem, onde a menina torna-se mulher, pois já pode alisar o cabelo como as outras. O mesmo ainda existe nos dias atuais, pois é inegável que o proces...

Encontro Feminista do Laudelina!

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Chegou a hora de voltarmos com força total e para isso é necessário nos reunirmos e planejarmos nossas ações para o segundo semestre de 2014.  Venha conhecer o coletivo e fortalecer a luta das mulheres!  Todas as segundas e quart as SEXTAS- FEIRA do mês tem ENCONTRO FEMINISTA , a reunião do CFLCM.  Nosso encontro acontecerá sempre as 14H no BOSQUE 2  da UESC(Aquele próximo ao  pavilhão Adonias Filho, na subida para o pavilhão de Ciências Sociais e Edu. Física).  Além de articularmos a organização do coletivo, teremos também  discussão  de textos e formação, pois só com empoderamento vamos nos armar e combater todo tipo de opressão. Os textos da próxima reunião se encontram no drive do coletivo e você pode acessar AQUI . Ah! Na reunião também iremos entregar o restante dos certificados do I SEMU , não perde a data hein!  Vem pra luta companheira! BOSQUE 2

Relato do I SEMU

I SEMINÁRIO DE MULHERES DA UESC “Desafios da luta feminista: porquê e para que lutamos” 31/OUT e 01/NOV O I Seminário de Mulheres da UESC - SEMU aconteceu nos dias 31/10 e 01/11, contou com diversas atividades incluindo mesas-redondas e cine-debate e teve como tema os desafios da luta feminista, procurando  abordar em diferentes momentos as opressões ainda vivenciadas pela mulher na nossa sociedade, buscando identificar diretrizes de luta nos mais diferentes contextos.      O SEMU foi organizado pelo Coletivo Feminista Laudelina de Campos Melo (CFLCM) e pelo Diretório Central das/os Estudantes (DCE) gestão Pensar Coletivo Mobilizando – 2012/2014- e, assim, na mesa de abertura além de  representantes do CFLCM e do DCE, Priscila Figueiredo e Iara Almeida, contou com a presença da diretora do Departamento de Filosofia e Ciências Humanas, Josane Morais e da reitora da UESC, Adélia Pinheiro.

Contra o trote machista, somos tod@s feministas!

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Durante a primeira semana do semestre é comum receber as/os calouras/os com o famoso “trote”, porém, na maioria das vezes, essa recepção passa de uma brincadeira e toma proporções que beiram a desumanização.  A normatização do trote humilhante faz com que muitas calouras e calouros aceitem ser submetidos a situações de extremo rebaixamento e vergonha. Estereótipos de gênero, assédio sexual e xingamentos são exemplos do que geralmente acontece durante esses trotes. Não podemos aceitar que sejamos envergonhadas/os por nosso gênero, nossa etnia, orientação sexual ou qualquer outra condição que nos faz ser quem somos. Não podemos aceitar que nos rotulem e nos tornem objetos sexuais prontas/os para dar prazer a um veterano/a. Ninguém pode nos dizer que é dono/a do nosso corpo. Diga não ao trote machista, homofóbico e racista que toma conta da universidade. Venha fazer parte dessa luta!

Cine-Debate - I SEMU

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  "O Aborto dos Outros" (Carla Gallo, 2008) é um filme sobre maternidade, afetividade, intolerância e solidão. A narrativa percorre situações de abortos previstos em lei ou autorizados judicialmente, feitos em hospitais públicos, e situações de abortos clandestinos. O filme mostra os efeitos perversos da criminalização para as mulheres e aponta a necessidade de revisão da lei brasileira. Quer saber mais? Então participe do Cine-Debate sobre o tema que vai acontecer durante o I Seminário de Mulheres da UESC. O documentário será comentado pela Professora Dra Milene Peixoto, e a participação de todas e todos é de extrema importância. Inscreva-se logo no SEMU!  

Inscreva-se já! O I SEMU vem aí!

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Olha só o que espera por você no I Seminário de Mulheres da UESC

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Universidade, mulheres do campo, diversidade sexual, Maria da Penha, opressão,saúde pública e movimentos sociais. Tudo isso você encontra no I SEMU. Confira a programação completa aqui.